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Fnac: mais dias vermelhos

A Fnac prolongou a sua "festa do livro", de que já tinha falado neste post, por mais 5 dias, até 11 de Maio.

Mais 5 dias a vender novidades com 20% de desconto. E desta vez nem é preciso mostrar o cartão, é às claras, é mesmo uma "festa" pegada.

A Fnac já estava no vermelho, portanto continua no vermelho.

Quer dizer que a IGAC não actuou. Deve ser do bom tempo. Andam a fiscalizar as praias?

Fnac: vermelho sobre vermelho

Mas agora a Fnac tem lugar cativo neste blogue? O que é que ela fez para estar acima da lei? Será que temos de desconfiar da seriedade ou da competência de quem tem de fiscalizar a Lei do Preço Fixo do Livro?

IGAC! Cu-cuu! Onde estás tu?

Nos dias 29 e 30 de Abril, a Fnac dá 10% de desconto sobre preços já de si com 10% de desconto, para um desconto total, portanto, de 19%, ilegal porque a Fnac já não tem dias de ocasiões especiais para gastar este ano.

Mas nestes dias a Fnac já estava em dias vermelhos por causa da "festa do livro" de que falei aqui. Nestes dias já havia novidades com 20% de desconto. Então como é que ficamos?

Novidades com 20+10=28% de desconto? Que lindo fica o calendário, com dias vermelhos sobre dias vermelhos. Que lindo não, que triste situação a que chegámos.

Não interessa se é desplante ou desespero da Fnac, o que interessa é que é ILEGAL e a IGAC devia actuar JÁ!

Fnac: 36 dias - INADMISSÍVEL!

A Fnac faz uma festa do livro entre 16 de Abril e 6 de Maio - MUITO BEM, apoiado! Com descontos até 40% - MUITO BEM, apoiado! Sem ultrapassar os 20% de desconto em novidades - MUITO BEM, apoiado!

Ou seja, vão ser 21 dias de ocasiões especiais, nos termos permitidos pela Lei.

Mas a Lei só permite 25 dias de ocasiões especiais por ano e neste ano de 2009 a Fnac já ia com 15 dias acumulados! Vejamos:
  • os primeiros 14 dias foram entre 2 e 15 de Janeiro (lojas físicas) ou entre 1 e 14 de Janeiro (fnac.pt), como prova este post. Foi o que a Fnac chamou "O Melhor 2008" com 20% de desconto numa selecção de novidades.
  • mais um dia em 2 de Abril, por ocasião do Dia Mundial do Livro Infantil, como prova este post.
Agora, com estes 21 dias a somar aos 15 dias acumulados, chegamos a 36 dias, o que é ILEGAL e INADMISSÍVEL.

É A FNAC A CONTINUAR A RIR-SE DE NÓS E DA IGAC!

E nós aceitamos isto?

Livreiros de todo o país, vão conformar-se e chorar o vosso fado, ou vão reclamar para igacgeral@igac.pt?

No dia 25 de Abril, a Fnac atinge o seu limite anual de 25 dias de ocasiões especiais a que tem direito. Entre 26 de Abril e 31 de Dezembro de 2009, a Fnac não poderá fazer mais do que 10% de desconto nas novidades! Vai ser bonito, vai!

Fnac: 15 dias

Amanhã, a Fnac gasta mais um dos 25 dias por ano de ocasiões especiais a que tem direito. Como já tinha gasto 14 dias este ano, quer dizer que até ao fim do ano a Fnac só tem mais dez dias de ocasiões especiais.

Como ainda mal entrámos em Abril e falta passar pelas promoções de Verão, regressos às aulas, dias mundiais para tudo e mais alguma coisa, Natal, etc., cheira-me que estes dez dias não vão chegar, mas é para isso que a IGAC tem de estar atenta.

Fnac: 28,5% de desconto ou como a chico-espertice perdeu o pudor

Se calhar é da crise ou se calhar entrou um novo responsável, espanhol ou qualquer outro estrangeiro que despreza e olha de alto para nós, e eis que temos a Fnac a deixar de usar a chico-espertice de dar descontos adicionais em pontos para passar a dá-los à descarada. Perdeu o pudor, portanto.

Veja-se este título da Leya, publicado ontem. Preço de editor: 17 €. Preço Fnac: 15 €. Preço Fnac para possuidores do seu cartão: 13,50 € (o site da Fnac, donde foi retirada a ilustração, mostra o preço de 13,30 € por gralha, ou melhor, por burrice de quem concebe estas chico-espertices para ludibriar a Lei e acabou ludibriado nas suas próprias contas).

Ora, de 13,50 € para 17 € é um desconto de... 20,6%.

ISTO É ILEGAL! IGAC, para vossa acção imediata!

IGAC, não esperem pelo 12 de Abril para que isto fique esquecido e toda a gente possa voltar à sua existência medíocre e improdutiva. Actuem já! Se esta é a primeira chico-espertice despudorada feita às claras, então é porque haverá mais e mais. Ou vocês param isto agora, ou nunca mais têm mão neles, nem nos arrogantes da Fnac, nem nos macaquinhos de imitação da Bertrand, nem nos restantes Continentes e afins.

IGAC, eles andaram a testar-vos e vocês falharam.
Agora, quanto mais adiarem a vossa intervenção, mais difícil será.

E mais! Entre hoje e domingo, a Fnac dá ainda 10% cumulativo de desconto em pontos no cartão. Ou seja, durante 3 dias, um livro que devia ser vendido por entre 15,30 € e 17 € (ou por entre 13,60 € e 15,30 € em ocasiões especiais), vai ser vendido por 12,15 €, um desconto de 28,5% para um livro lançado ontem!

Tudo isto é inaceitável.

Fnac: 14 dias / Fnac online: 14 dias

Primeira entrada no Blogue de uma "ocasião especial" em que um retalhista pode usar até 25 dias por ano para vender novidades com descontos entre 10% e 20%.

Podemos ver nas fotos livros publicados há menos de 18 meses, portanto novidades. Esta acção está, tanto quanto sei, em todas as lojas Fnac e também no seu site. Logo, a Fnac, com esta acção, vai gastar 14 dos 25 dias de 2009 a que tem direito em cada loja (de 2 a 15/1, porque dia 1 fecha todas as lojas). Já o site online funciona no dia 1/1 mas termina a acção a 14/1, pelo que gastará à mesma 14 dias. Ficaremos atentos para ver quantos mais dias a Fnac usará até ao fim do ano, para ver se ultrapassa os 25 dias em cada ponto de venda.

Já que estamos a falar de Fnac, não posso deixar de lamentar os descontos que esta empresa faz através do seu cartão de fidelização, e que deveriam ser considerados como violação da Lei do Preço Fixo do Livro, se houvesse coragem para o fazer. Quando se oferecem pontos na aquisição de livros, cujo preço já inclui o desconto-limite de 10%, e esses pontos são depois trocados por vales de compras, isso só pode ser um desconto adicional.

Quando a Fnac oferece 20 pontos extras no livro A Viagem do Elefante, o cliente sabe que está a receber 2€ (ou algo assim), sendo a única diferença para um desconto imediato: a) o seu benefício ser diferido no tempo, e b) ter de ser gasto em novas compras na Fnac. Isto não é um desconto adicional? O que é que impede uma loja de, em vez de fazer um desconto de 50%, oferecer ao cliente um vale de metade do preço do livro, para usar dali a x dias em produtos na loja, sem prazo de validade? Não é à mesma percebido como um desconto? Não atrai à mesma os clientes? Entre ir a uma loja que não me dá vales, e ir a outra que me dá, vou à outra, e pronto, fui agarrada pela concorrência de preço que a Lei pretendia evitar.

É preciso proibir os descontos diferidos ou encapotados em forma de prémios de fidelização, concedidos pela Fnac, Bertrand e Continente.

Voltando à Fnac, outra forma de contornar a Lei e fazer concorrência são as ofertas imediatas que a empresa vem fazendo com cada vez mais novidades. "Na compre desta novidade, leve em exclusivo outro livro do autor". O que é isto senão outro desconto encapotado? O cliente compra dois livros pelo preço de um! Quer o segundo livro seja para si ou para oferecer, em qualquer dos casos há sempre um benefício financeiro para o cliente! Mais uma forma que a Fnac encontrou de fazer concorrência de preço e contornar a Lei. É preciso proibir estas ofertas exclusivas.

(Post actualizado em 5/1/09, com correcção da data de término da ocasião especial online e consequente correcção do total de dias gastos pela Fnac online, de 15 para 14.)